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A SETA - Sociedade Portuguesa para o Desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais é uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) com o estatuto de Associação fundada em 24 de Fevereiro de 2005, inscrita no IA. Vai servir este blog para partilharmos os nossos "Feitos" enquanto "Setistas" umas vezes "se/atisfeitos", outras nem tanto...

25 novembro, 2007

Conservemos o nosso Mundo

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A Quinta da Regaleira






Neste fim de semana, um grupo Sábado, outro Domingo, dado o volume de gente interessada na actividade, fomos passear a Sintra. Quinta da Regaleira, Palácio de Monserrate, Piriquita e outros pormenores faziam parte dos nossos planos.
Tivemos um tempo fantástico! (verificar na luminosidade das fotos e nos magnificos tons outonais que conseguimos fotografar, quando não com a máquina, com a memória que nos vai aquecer a alma ao recordarmos o que vimos, nos dias frios que se avizinham...)






“Mansão Filosofal” é a pragmática designação atribuída à Quinta da Regaleira edificada entre 1904 e1910.

A magnífica traça do edifício, que saiu do “risco” do cenógrafo Luigi Manini, foi implantado num dos mais privilegiados locais lusos — Sintra que, desde a sua origem, se prende às mais nebulosas tradições e saborosas lendas devido à sua potencial e mítica geografia sagrada. Indispensável será talvez incluir a serra de Sintra, entre aquelas que, «entendidas em muitas crenças como a característica da terra que mais perfeitamente aspira a atingir o céu, as montanhas são com frequência consideradas sagradas e geralmente vistas como a morada dos deuses»[1] e talvez Sintra seja também considerada terra sacratíssima como bem o traduz a tradição mitogénica lusíada, ou então como é (re)velado num poema de Fernando Pessoa, ao qual muito a propósito se associa a serra de Sintra ao “Monte Abiegno”: «À sombra do Monte Abiegno / Repousei porque abdiquei (...) / Quem pode sentir descanso / Com o Castelo a chamar? (...) / Mas por ora estou dormindo»[2].

Maria Augusta Araújo

[1] Caroline Humphrey . Piers Vitebsky, Arquitectura Sagrada, col. Temas & Debates, 1997, p. 22 e segs.
[2] Cf. José Manuel Anes, “Os Mistérios de Pessoa Oculto”, in Portugal Misterioso, Selecções do Reader´s Digest, Lisboa, 1998, pp. 274 - 277.
O Portal dos Guardiães

04 novembro, 2007

Alcácer do Sal











Alcácer é uma das mais antigas cidades da Europa, fundada antes de 1000 a.c. pelos Fenícios. Assim como as vizinhas e também fenícias Lisboa e Setúbal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha.




Durante o domínio árabe foi capital da província de Al-Kassr. D. Afonso Henriques conquistou-a em 1158. Reconquistada pelos mouros, só no reinado de D. Afonso II, e com a auxilio de uma forta de cruzados, a cidade foi definitivamente conquistada, tornando-se cabeça da Ordem de Santiago.




Foi elevada a cidade a 12 de Julho de 1997. Os habitantes de Alcácer são os Salaciences ou os Alcacerences.

01 novembro, 2007

Porto Palafítico da Carrasqueira




Devido à riqueza biológica desta região, é natural que as populações humanas se fixem nas margens destas zonas húmidas. Conteudo, nem todas serão ricas. Estas zonas nem são consideradas saudáveis porque entre outros seres vivos atraidos pela elevada PPL (Produtividade Primária Líquida), também os mosquitos aqui pululam. Ora estes, como se sabe, são dos principais vectores de várias doenças, entre as quais a malária (sezões ou paludismo). Nalgumas regiões do país só aceitavam viver nestas zonas os socialmente banidos, entre os quais os leprosos (Gafanhas).





As pessoas que aqui se fixam, são na sua maior parte colectores e possuem uma economia meramente de subsistência. São muitas vezes atacados por pestes que eliminam aglomerados inteiros (como a tuberculose).

Por esse motivo não têm a posse da terra, sendo apenas tolerados pelos senhores da terra e só podem construir habitações temporárias.

Na Carrasqueira pudémos observar cabanas tradicionais de junco e a forma como os pescadores reduziam o problema da reduzida profundidade dos esteiros e da dificuldade de criar um porto tão pouco sazonal quanto possível, articulando-se com as variações intertidais (entre marés).

A solução passa por um porto palafitico e pela construção de abrigos, também palafíticos para as artes da pesca. A solução é tão engenhosa que possibilita ainda o acoitar de embarcações de pesca de mar.